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Abrir um negócio ou dar os primeiros passos no empreendedorismo envolve muitas decisões e, entre elas, entender os diferentes tipos de empresas é uma das mais importantes. E com tantas siglas e opções disponíveis, é comum sentir certa insegurança sobre qual caminho seguir.
Ainda bem que compreender esse assunto pode ser mais simples do que parece. Neste artigo do Cartão Atacadão, vamos apresentar os principais tipos de empresas existentes no Brasil, explicando suas características, vantagens e diferenças. Continue lendo!
Quais os tipos de empresas existentes no Brasil?
Entender os diferentes tipos de empresas é um dos primeiros passos para quem deseja empreender com mais segurança. Até porque, a escolha da estrutura empresarial influencia fatores importantes, como a tributação, faturamento, número de sócios, responsabilidades legais e até as possibilidades de crescimento do negócio.
Hoje, o Brasil conta com diversos formatos empresariais, cada um criado para atender necessidades específicas. Enquanto alguns modelos são ideais para quem está começando sozinho, outros são mais adequados para empresas com sócios ou projetos de maior porte.
Por isso, conhecer as principais opções serve para evitar decisões precipitadas e facilita o planejamento de longo prazo. A seguir, confira os tipos de empresas mais usadas pelos empreendedores e entenda suas principais características.
MEI (Microempreendedor Individual)
O MEI é uma das portas de entrada mais populares para quem deseja formalizar um pequeno negócio. Esse modelo foi criado para simplificar a vida de profissionais autônomos e empreendedores que trabalham sozinhos, oferecendo menos burocracia e uma carga tributária reduzida.
Entre suas principais características estão:
- Não permite sócios;
- Possibilidade de contratar até um funcionário;
- Tributação simplificada pelo Simples Nacional;
- Processo de abertura rápido e gratuito pelo Portal do Empreendedor;
- Limite de faturamento definido pela legislação vigente.
Para muitas pessoas, o MEI é o primeiro passo para transformar uma atividade informal em um negócio estruturado.
Empresário Individual (EI)
O Empresário Individual é indicado para quem deseja atuar sozinho, mas precisa de uma estrutura mais flexível do que a oferecida pelo MEI. Diferentemente desse modelo, o EI não possui limitações relacionadas às atividades exercidas nem à quantidade de funcionários contratados.
No entanto, existe um ponto importante de atenção: o patrimônio pessoal e o empresarial não são separados. Isso significa que o empreendedor responde pelas obrigações da empresa com seus próprios bens.
Esse modelo costuma ser procurado por profissionais que estão expandindo suas operações e já ultrapassaram os limites permitidos pelo MEI.
Sociedade Limitada (LTDA)
A Sociedade Limitada, conhecida pela sigla LTDA, está entre os tipos de empresas mais escolhidas no Brasil. Ela pode ser formada por dois ou mais sócios e oferece maior segurança patrimonial, já que a responsabilidade de cada participante é limitada ao capital investido na empresa.
Entre as vantagens desse formato estão:
- Estrutura mais profissional;
- Divisão clara de responsabilidades;
- Maior credibilidade no mercado;
- Proteção patrimonial dos sócios em diversas situações previstas pela legislação.
Por reunir flexibilidade e proteção jurídica, a LTDA costuma ser uma opção bastante buscada por pequenos e médios empreendedores.
Sociedade Limitada Unipessoal (SLU)
A Sociedade Limitada Unipessoal ganhou destaque nos últimos anos e rapidamente se tornou uma das alternativas mais procuradas por quem deseja empreender sem sócios.
Nesse modelo, a empresa pode ser constituída por apenas uma pessoa, mas com a vantagem da separação entre patrimônio pessoal e empresarial. Isso representa uma evolução importante para empreendedores que desejam mais segurança jurídica sem precisar incluir um sócio apenas para formalizar o negócio.
Sociedade Anônima (S.A.)
Normalmente, a Sociedade Anônima é utilizada por empresas de maior porte. Nesse formato, o capital social é dividido em ações, e os investidores se tornam acionistas na organização.
As S.A. podem ser:
- Abertas, quando negociam ações na bolsa de valores;
- Fechadas, quando não realizam essa negociação pública.
Embora seja um modelo menos comum para pequenos negócios, ele desempenha um papel fundamental na economia brasileira e costuma ser adotado por grandes empresas que buscam captar investimentos e expandir suas operações.
Como escolher entre os diferentes tipos de empresas?
Depois de conhecer os principais modelos, é natural surgir a pergunta: qual é a melhor opção? Na prática, não existe uma resposta única. A resposta depende de fatores como:
- Faturamento esperado;
- Existência ou não de sócios;
- Atividade exercida;
- Planejamento tributário;
- Objetivos de crescimento;
- Necessidade de proteção patrimonial.
Por isso, antes de abrir um CNPJ, vale analisar com cuidado cada possibilidade e, sempre que necessário, contar com o apoio de um contador para tomar uma decisão alinhada às necessidades do seu negócio.
Diferença entre natureza jurídica, porte e regime tributário
Esse é um dos assuntos mais pesquisados por quem busca informações sobre os tipos de empresas. E, ainda que muitas pessoas usem esses conceitos como sinônimos, eles possuem significados diferentes:
- Natureza jurídica: define a estrutura legal da empresa (MEI, EI, LTDA, SLU, S.A, etc.);
- Porte da empresa: classifica o negócio conforme o seu faturamento (ME, EPP e outros enquadramentos);
- Regime tributário: determina como os impostos serão calculados, como o Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real.
Compreender essa diferença desde o início ajuda a evitar confusões e torna todo o processo de formalização em algo mais simples.
Qual o tipo de empresa mais aberto no Brasil?
Entre os modelos empresariais existentes, o MEI continua sendo uma das categorias mais populares, sobretudo por sua simplicidade e facilidade de formalização para pequenos empreendedores.
Além disso, a Sociedade Limitada e a Sociedade Limitada Unipessoal vêm ganhando cada vez mais espaço entre os negócios que buscam crescimento e maior proteção patrimonial.
Que tipo de empresa se enquadra no Simples Nacional?
Após descobrir sobre os diferentes tipos de empresas, também é comum se questionar sobre quais delas podem optar pelo Simples Nacional. A resposta, porém, é que o enquadramento nesse regime tributário não depende apenas da natureza jurídica da empresa, mas também de critérios como o faturamento anual e a atividade exercida.
De forma geral, o Simples Nacional foi criado para simplificar a arrecadação de impostos de micro e pequenas empresas, reunindo diversos tributos em uma única guia de pagamento.
É por isso que ele costuma ser uma das opções mais atrativas para quem está começando ou deseja reduzir a burocracia tributária.
MEI pode fazer parte do Simples Nacional?
Sim, inclusive o Microempreendedor Individual já é automaticamente enquadrado no Simples Nacional no momento da formalização. Isso significa que o empreendedor não precisa solicitar a adesão separadamente, desde que permaneça dentro das regras e limites estabelecidos para a categoria.
Além da simplicidade, esse modelo oferece uma forma facilitada de recolher tributos, o que explica a sua popularidade entre os pequenos empreendedores.
Outros tipos de empresas que podem optar pelo Simples Nacional
Além do MEI, existem outros modelos empresariais que também podem aderir ao Simples Nacional, desde que atendam aos requisitos de faturamento e às regras previstas na legislação.
Entre eles estão o Empresário Individual (EI), a Sociedade Limitada (LTDA) e a Sociedade Limitada Unipessoal (SLU), que figuram entre as estruturas mais utilizadas pelos empreendedores brasileiros.
Ainda que elas possuam características distintas, essas modalidades compartilham uma vantagem importante: a possibilidade de utilizar um regime tributário simplificado, que unifica diversos impostos em uma única guia de pagamento. Isso pode facilitar a gestão financeira e reduzir a burocracia do dia a dia.
Ao escolher entre os diferentes tipos de empresas, vale considerar a possibilidade de adesão ao Simples Nacional assim como outros fatores, como a estrutura societária, a proteção patrimonial e os planos de crescimento para o negócio.
Existem empresas que não podem aderir ao Simples Nacional?
Sim. Algumas organizações não podem optar pelo Simples Nacional devido à sua natureza jurídica, porte ou atividade econômica.
As empresas de grande porte, por exemplo, devem adotar outros regimes de tributação, como o Lucro Presumido ou o Lucro Real. Ademais, determinadas atividades possuem restrições previstas na legislação.
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